terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Amanda Weaver - escritora, cantora e compositora!


Amanda Weaver

 Amanda Weaver nasceu no Rio de Janeiro em 1993. Graduada em Jornalismo pela PUC–Rio, é escritora, cantora e compositora. Tem três livros publicados pela editora Multifoco – “Enquanto a luz mergulhar no espelho” (2017), “Tente mais tarde: o mundo está ao telefone” (2016) e “O avesso me rouba de mim” (2015) – e participou da XVIII Bienal do Livro Rio (2017). Criou o projeto voz e piano “Música & Literatura”, com cinco edições entre 2015 e 2017, nos palcos da FNAC e do Multifoco Bistrô.
Em suas cerca de 50 canções autorais, predomina a MPB com influências de pop, rock, jazz, blues, progressivo e trip hop. Suas composições “Como Vai” e “Meu Bem, Eu Sou Artista” foram semifinalistas do Festival de Música Rádios EBC (edições 2016 e 2017, respectivamente).
Na área acadêmica, Amanda recebeu cinco Bolsas Prêmio (por coeficiente de rendimento) e ganhou nota máxima no TCC “Luz, música e ação: os agentes contemporâneos de teatro musical no Brasil”, orientado por Everardo Rocha. Na área jornalística, estagiou na TV PUC-Rio – como apresentadora, repórter e subeditora do telejornal Contraponto – e na assessoria do Canal VIVA. Atualmente, cursa segunda habilitação em Publicidade e Propaganda.

A nível artístico, Amanda fez o curso profissionalizante Intermodel (2015 a 2017); integrou o Coral PUC-Rio (2011-2015); fez o curso de musicais Möeller-Botelho (2014); atuou na leitura dramatizada de “Cheiro de Ameixas”, de Ademir Cunha (2014), e no musical “Princesas no Faz de Conta”, de Alessandro Dovalle (2009); fez o curso de teatro profissionalizante ETTAM (2009/2010) e a Oficina de Menestréis de Oswaldo Montenegro (2008/2009); foi cantora convidada do “Projeto Canjas”, de Oswaldo Montenegro e, posteriormente, Verônica Bonfim (2008 a 2012); e se apresentou como cantora em eventos e festivais.


Sinopse – “Enquanto a luz mergulhar no espelho”

A autora apresenta uma poesia corajosa, acessível tanto aos millennials quanto aos leitores mais maduros, que têm referências clássicas e dialogam com as novas gerações.
Distribuídos entre os temas Movimento, Presença, Pensamento, Tempo, Som e P@l@vr@, os poemas localizam um tempo que traz a dimensão da perda e, paralelamente, inspira o grito de liberdade: a juventude no século XXI.
À medida que os caminhos se embaçam na curva implacável dos anos, o jovem moderno quer ser criança, dançar junto às emoções, amar intensamente, lapidar suas filosofias, questionar paradigmas, conquistar seu espaço no mundo, aventurar-se pela sinestesia. E acaba se deparando com o choque de um viver ultratecnológico, cujos parâmetros engolem gradativamente as relações humanas.
Consciente ou não, esse processo deixa o indivíduo ofegante por jogar com as informações. Enunciadores de novas formas de afeto, tentamos atualizar o que era tradicional com a velocidade de uma máquina.
Em um universo subjetivo, frenético, melancólico e estético, o prazer do eu lírico é dialogar com o leitor, incorporando impressões universais do homem às expressões do mundo moderno.

O livro busca conduzir o leitor pelos becos e avenidas dos versos, para que ele experimente sensações conflitantes, numa alternância entre métrica e versos livres; paralelismo semântico e incoerência; ritmo e repetição e ausência desses.

Sinopse – “O avesso me rouba de mim”

Precisos e avassaladores, os sentimentos da autora pulsam para além do universo criativo e desafiam o papel como planta a brotar no deserto. Mas não conseguem assassinar a atmosfera de racionalidade que circunscreve o coração da obra.  
A doçura e periculosidade do amor é tema instigado ao longo dos seis capítulos. Em frangalhos ou reconstituído; vazio de conteúdo ou exausto de tanto pensar; ensimesmado ou atirado à multidão: o sujeito torna-se a substância do que ama. Portanto, o amor nunca será batido, mas há que se empregar um esforço milimétrico para abordá-lo nos dias de hoje. A cada segundo que passa, trocamos uma molécula de humanidade por um bit. Mas, ali na esquina, podemos tropeçar novamente na vida.
No primeiro capítulo, “Séculos de instante”, o amor frustrado se dilui no universo íntimo do eu lírico, em um misto de lamento e confiança. Pranto que, após transbordar, reencontra intuitivamente seu eixo.
“Morada” trata exclusivamente do “eu”, em desesperada substituição ao “nós”. Versos alegres mesclam ideias de independência e solidão, enquanto um turbilhão de desejos passeia por entre figuras de linguagem que dissecam exaustivamente o sujeito poético.
Após transitar por esse terreno misto, o leitor chega ao poço, ao âmago do livro para acessar “O amor borbulha e solta pedaços”. Versos dolorosos justificam a partida, espera e agonia de uma mulher que ama mais que sua experiência permite.
O sentimento à flor da pele possibilita que onda de euforia perpasse “Roda de esperança”, em oposição à estética trash do capítulo anterior. Com texto imagético e lúdico, as poesias dessa seção contêm a leveza que o amor em harmonia traz.
Palavras truncadas demarcam “Milhas retóricas” e, por extensão, os passos confusos do eu lírico, que traça uma caminhada cíclica rumo ao destino. O capítulo trata da podridão e da aura de mistério que transpassam a condição humana.

Com formato enxuto, metonímias e conteúdo provocativo, “Estantes Colecionáveis” reverencia a poesia moderna e tece uma crítica à crise dos relacionamentos interpessoais no século XXI.


Sinopse – “Tente mais tarde: o mundo está ao telefone”

Ser jovem no século XXI é ser jovem como sempre, com uma forte diferença: pegamos a transição violenta entre analógico e digital. Em algum momento, minha geração parou na fronteira. Nosso passado agora é comestível, abastecido de presente.  
Atualmente, a memória e os pensamentos vivem conectados ao trânsito de dados que conduz ao supercérebro virtual. Estamos mergulhados num excesso de informação, e acompanhar as atualizações eletrônicas é a mais moderna tarefa da mente.
Com humor, coloquialismo e uma tendência romântica, as crônicas discutem sobre como as pessoas vêm se relacionando no século XXI, com ênfase na geração que vivenciou a transição do analógico para o digital. O olhar da autora é de jovem, jornalista e espiã, por sempre ter observado sua geração como se não pertencesse a ela.
O livro explora temas como: mudança de paradigmas com a internet móvel; decadência do romantismo e instabilidade das relações afetivas; convergência de mídias e papel atual da informação; interseção entre passado, presente e futuro; comicidade de certas situações sociais; rumos da literatura no Brasil; violência urbana no Rio de Janeiro; e universos subjetivos que se diluem no mundo virtual.
Transmite-se, assim, uma reflexão a diferentes gerações – desde adolescentes imersos na tecnologia até idosos que buscam ler sobre as configurações atuais. E imprime uma visão ora bem-humorada, ora crítica sobre o ser humano do século XXI.


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